Quantas vezes você tentou acessar a internet e o serviço não estava funcionando? Certamente muitas vezes. Esse é um problema recorrente, principalmente em cidades onde há o monopólio de um provedor ou a existência de poucos provedores, caso de Tapejara.
No Brasil não há uma lei que obrigue os provedores a entregarem o total do link contratado pelo o usuário. A Internet brasileira está entre as piores do mundo. Nas cidades de menor porte isso é ainda pior, pois o serviço de banda larga ainda engatinha. Na maioria absoluta das cidades o serviço é fornecido via ondas de rádio.
Esse serviço é altamente instável, ocasionando muitas quedas no sinal e não raramente os usuários não recebem o sinal, impossibilitando assim seu acesso à grande rede. Outro fator é o alto custo das mensalidades praticadas nas pequenas cidades. Para se ter acesso a Internet via rádio, com um link de 128 kbps o valor fica em torno de R$ 50,00. Para uma conexão com velocidade um pouco maior o valor chega a aproximadamente R$ 90,00 para uma conexão que não passa de 500 kbps.
O problema é que os fornecedores do serviço das pequenas cidades adquirem um link de outras operadoras. Esses links às vezes são modestos e quando compartilhado com um grande número de usuários causa lentidão na rede e muitas vezes a queda do sinal, impossibilitando o acesso a rede.
De acordo com dados de uma pesquisa realizada de Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) publicada no G1, brasileiro paga caro pela internet e não recebe as informações corretas sobre o serviço que é oferecido. Essa é a conclusão de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que comparou o preço e a qualidade da banda larga em seis capitais brasileiras. “A internet no Brasil é cara, lenta e restrita”, ressaltou Estela Guerrini, advogada do Idec, responsável pela pesquisa. Na visão do instituto, a concorrência “quase inexistente” é a principal vilã para os preços da banda larga no mercado brasileiro.
Ainda de acordo com a pesquisa, para ter internet rápida em casa, o brasileiro paga em média US$ 28 por mês, valor que chega a 4,58% da renda per capita no país, segundo o Idec. Nos EUA, o valor é de apenas 0,5% da renda per capita dos americanos e, na França, é de 1,02%. Além disso, apesar de pagar caro, o consumidor brasileiro não recebe um bom serviço. Segundo levantamento recente realizado pela empresa americana Akamai, a velocidade de tráfego da internet brasileira é uma das mais lentas do mundo.
A pesquisa mostra que a velocidade média é de pouco mais de um megabit por segundo (Mbps), 93% menor que a velocidade média da Coreia do Sul, líder do ranking. Além disso, 20% das conexões no Brasil têm velocidade inferior a 256 quilobits por segundo (Kbps), o que passa ao largo da velocidade mínima estabelecida pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), entre 1,5 Mbps e 2 Mbps.
O Idec destaca que a legislação brasileira, que não obriga as empresas a entregaram o total da banda contratada. Na maioria dos contratos, as empresas se obrigam a entregar somente 10% da velocidade contratada.O grande problema é que quando contratamos o serviço os provedores não nos informam isso corretamente e como leigos no assunto imaginamos que estaremos recebendo sempre o total da velocidade contratada.
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